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Brexit não trava subida da emigração para o Reino Unido

Segurança social britânica regista mais de 23 mil portugueses em 12 meses. Inverte-se queda iniciada em 2018, depois do referendo europeu.

Ana Ferreira chegou aos 30 anos e decidiu mudar de vida. Sem perspetivas de progressão na carreira de farmacêutica e com uma casa para pagar, deixou Setúbal e mudou-se em outubro para a Cornualha, no sudeste de Inglaterra. Miguel Bragança já lá estava desde fevereiro, quando chegou a Londres, vindo de Lisboa, para exercer medicina veterinária, "obter a independência financeira que nunca teve e deixar para trás um futuro que teimava ser demasiado incerto".

Ana e Miguel, assim como Mariana e António, ajudaram a engrossar a lista de portugueses que este ano emigraram para o Reino Unido. Nem todos chegaram antes de setembro e, por isso, nem todos entram nas contas mais recentes da Segurança Social britânica que, nos 12 meses anteriores, registou um aumento de 27% de trabalhadores portugueses inscritos: 23 570 contra 18 494 no período homólogo. Mas os quatro recém-emigrados com quem o JN falou vão contribuir para que 2019 termine, de acordo com as estimativas, com um crescimento da emigração para aquele país, contrariando a queda que se iniciou a partir de junho de 2016, quando o Reino Unido aprovou em referendo a saída da União Europeia.

A tendência começou a ser invertida no último trimestre do ano passado, conforme indicam as estatísticas do Governo britânico, que ainda colocam Portugal como o país da União Europeia e o terceiro do Mundo com a mais elevada taxa de crescimento de registos.

jn.pt