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Rinoceronte preto raro morre em voo do Reino Unido para África

Um rinoceronte preto raro morreu num voo entre Kent, no Reino Unido, e África onde deveria ser libertado na natureza. Os rinocerontes negros estão criticamente em perigo por causa da caça ilegal e perda de habitat.

Zambezi era um macho de 17 anos. Nasceu e foi criado em reservas de animais controladas pela Fundação Aspinall, em Inglaterra, e morreu quando estava a caminho da Tanzânia, em África, como parte dos esforços de conservação em curso para aumentar a população de rinocerontes negros, criticamente ameaçada.
 
Zambezi estava sob os cuidados da Fundação Aspinall, que possui reservas naturais no Reino Unido. Na viagem foi também acompanhado por uma equipa da Reserva do Fundo Grumeti, onde era para ser libertado, e um veterinário experiente no transporte de animais grandes.

Morreu num voo de 8.046 quilómetros de Kent para a África, onde deveria ser libertado na natureza.

"Ainda não sabemos o que causou a sua morte", disse Damian Aspinall, o presidente da fundação. "Chocado e devastado com a perda", anunciou um inquérito à morte do Zambezi "para ver se há lições a serem aprendidas".

A fundação defendeu a decisão de transferir o animal da Reserva Port Lympne, no Reino Unido, afirmando que a prática de realocar rinocerontes negros nascidos em cativeiro para a África é segura e cada vez mais comum. "A Fundação Aspinall já havia transportado com sucesso oito rinocerontes negros para as suas terras nativas", disse Aspinall.

Rinocerontes negros estão entre os animais "criticamente ameaçados", segundo a lista do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla original). A população do rinoceronte preto diminuiu drasticamente no século XX, às mãos de caçadores.

Ainda existem cerca de cinco mil e 5500 rinocerontes pretos mas estão ameaçados pela perda de habitat e caça furtiva - os chifres de rinocerontes são vendidos a preços exorbitantes na China e no Vietname, onde são usados para remédios tradicionais.

Após a morte do animal, o Damian Aspinall disse que a fundação continuará a tentar devolver espécies ameaçadas a áreas protegidas na natureza. "No geral, temos tido um enorme sucesso", disse. "Estes animais não pertencem ao cativeiro, o nosso objetivo a longo prazo é ver todos os zoológicos eliminados ou, se não forem, vê-los a realizar trabalhos de conservação."

jn.pt