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Os ministros do Reino Unido estão a ponderar a introdução de uma zona anti-drones num raio de cinco quilómetros em redor dos aeroportos, ao mesmo tempo que procuram reforçar as regras que regem o uso de veículos aéreos não tripulados após a interrupção do aeroporto de Gatwick no Natal, devido à entrada de drones nas zonas de aterragem, revela este sábado o “Financial Times”.

O Governo vai emitir uma resposta a uma consulta sobre drones antes do final de fevereiro e deverá publicar um projeto-lei sobre o assunto até maio, quase um ano depois de ter sido originalmente prometido.

 

Uma das propostas em estudo é do sindicato dos pilotos, que quer, que a atual zona anti-drones de um quilómetro em redor dos aeroportos, trazida em julho passado, seja estendida para cinco quilómetros, de modo de manter os drones “longe de outras aeronaves”.

A Associação de Aeroportos, referiu que um quilómetro “não é suficiente do ponto de vista da segurança” e quer que o governo implemente uma “zona de exclusão aérea” por pelo menos quatro quilómetros em redor do aeroporto.

Os ministros parecem estar convencidos com estas propostas, mas estão conscientes de que a mesma vai enfurecer os utilizadores de drones, pois irá proibir o uso destes em muitos parques urbanos no Reino Unido.

Um oficial militar europeu expressou dúvidas sobre a eficácia de uma zona de anti-drones ainda maior, afirmando que “é improvável que isso impeça pessoas com vontades mal-intencionadas. “A menos que se limpe toda a frequência de rádio em redor de Heathrow ou Gatwick, não há muito que se possa fazer. Isto pode funcionar como um impedimento para a maioria das pessoas, mas um manifestante ou terrorista não vai ser parado”.

Os drones tornaram-se um problema sério para os aviões no Reino Unido. O número de incidentes envolvendo objetos que se acredita serem drones subiu de seis em 2014 para 93 em 2017.

O Governo britânico anunciou no ano passado que qualquer operadora de um pequeno drone teria que fazer um teste de segurança online e registar o seu drone a partir de novembro de 2019.

Cerca de 140 mil pessoas tiveram os seus planos de viagem interrompidos no período antes do Natal, depois da polícia de Sussex ter sido informada por testemunhas que relataram “numerosos casos de atividade ilegal de drones”.

Gatwick gastou cerca de 5,5 milhões de euros em equipamentos anti-drone, e Heathrow, o aeroporto mais movimentado do país, refere que também comprou tecnologia para combater as aeronaves não tripuladas.

jornaleconomico.sapo.pt