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Londres projecta novo gigante a arranhar os céus: é uma túlipa

"A Túlipa" ainda é uma mera semente, mas os arquitectos Foster + Partners querem plantá-la mesmo ao lado do The Gherkin, o "picle" mais icónico de Londres. Caso o projecto floresça, a Tulipa vai tornar-se o segundo edifício mais alto na capital britânica – e perde a medalha por muito pouco.

São 305,3 metros de altura que se deverão impor na paisagem londrina – menos de um metro abaixo do também londrino The Shard. O caule, de quase 15 metros de largura, alarga no topo até um máximo de 34,5 metros – uma extensão que, apesar de querer ganhar espaço no distrito financeiro de Londres, não deverá acolher escritórios entre as pétalas.

A Tulipa é descrita pelas suas mentes criadoras como um "novo espaço cultural público e atracção turística". Os arquitectos prometem "vistas panorâmicas deslumbrantes" a partir dos casulos envidraçados que deslizam pela cúpula. A transparência é transversal ao cimo da estrutura e, nos 12 andares do topo, os visitantes poderão acompanhar a visão da cidade com as descrições de guias e de material interactivo. "A Tulipa promete vários benefícios económicos e culturais com um programa diversificado de eventos" nas áreas da cultura, educação, negócios e tecnologia, lê-se no site de apresentação.

 
Neste edifício, os estudantes também têm lugar marcado. Até 20.000 alunos das escolas públicas da cidade, entre os 5 e os 16 de idade, poderão, todos os anos, ter acesso às instalações dedicadas à educação, também elas na cúpula. Aqui, serão apresentados conteúdos curriculares "utilizando ferramentas inovadoras para trazer vida à história da cidade e o respectivo dinamismo, inspirando as mentes criativas do amanhã", planeiam os responsáveis.

Na gema da flor, também há espaço para um bar e várias opções de restauração, assim como para hospedar os interessados, embora não existam ainda mais detalhes acerca de preços ou características do albergue.

Dado o contributo para as metas culturais da cidade, os autores do conceito querem colaborar com o objectivo da Câmara de tornar Londres uma cidade mais verde – tanto pela eficiência energética como pela proliferação da flora. Pelas paredes da Tulipa deverão estender-se outras plantas que, em conjunto com um jardim no topo, vêm multiplicar as áreas verdes do distrito financeiro em 8,5 vezes.

No que toca à sustentabilidade, o truque está nos vidros de "alto desempenho" e nas células fotovoltaicas integradas, que reduzem o consumo de energia ao ponto de criar uma "pegada ecológica mínima", garantem os criadores.

A candidatura para a construção do edifício foi entregue à Câmara de Londres no passado dia 13 de Novembro, com a assinatura do grupo J. Safra e dos Foster+Partners, os também donos e arquitectos do The Gherkin, respectivamente. "Antes da submissão, membros da equipa contactaram com as autoridades e parceiros chave e vão continuar a fazê-lo durante o período de planeamento e consulta", informam os responsáveis do projecto no site, ressalvando que todos os detalhes especificados estão sujeitos à aprovação da Câmara de Londres.

jornaldenegocios.pt