Porta Lusa - Rostos da Comunidade

       
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Iolanda Banu Viegas

Iolanda Banu Viegas Nasceu em Moçambique, mudou-se para o Porto aos 6 anos, depois Tomar e Moita- Alhos Vedros, onde cresceu e teve a oportunidade de ter um professor de educação física muito "especial", o José Mourinho. Iolanda vive em Caia Park, Wrextam, onde exerce a função de Conselheira das Comunidades portuguesas, fundadora e Directora da CLPW entre outros.

Venha conhecer a Iolanda.

 

 

De onde é em Portugal?

Nasci em Moçambique, fui para o Porto aos 6 anos, depois Tomar, Moita- Alhos Vedros, Pego em Abrantes, e por fim Ermesinde.

Há quanto tempo vive em Inglaterra?

Há 17 anos

O que a levou a trocar portugal por Inglaterra? E porquê Wrexham?

Procurava novos desafios, conhecer novas culturas. Sempre gostei de andar de um lado para o outro, também vivi na Alemanha aos 19 anos. Não sabia que vinha para Wrexham, foi-me dito na agência Portuguesa que iria para Londres! Nem sabia na altura, que Wrexham existia, nem que não se falava apenas o inglês. Foi tudo uma grande novidade ao chegar. Também pensava que vinha trabalhar para um hipermercado e afinal era uma fábrica super fria, a embalar carne de vaca!

Como é surgiu esta oportunidade de ser Conselheira das Comunidades portuguesas? Como é que tudo começou?

Fui convidada por duas listas diferentes, escolhi a Plataforma Independente, por cobrir Londres, Escócia e eu em Gales. Pela primeira vez teríamos na área consular de Manchester Conselheiros das Comunidades Portuguesas. Aceitei o desafio sem saber muito bem o que era ser Conselheira, afinal era um pouco do que sempre fiz, só que desta vez, muito mais formal.

 

Quais são os principais deveres e objectivos do seu papel como Conselheira das comunidades portuguesas?

Deveres dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas Comparecer nas reuniões do Conselho onde tenham assento e das Comissões que se venham a criar e às quais pertençam; Contribuir para o bom funcionamento das referidas reuniões, bem como participar nas respetivas votações das deliberações; Contribuir para o adequado desempenho das competências atribuídas ao Conselho; Cooperar com instituições ou entidades dos países de acolhimento em matéria de interesse das comunidades portuguesas. Direitos dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas Intervir em debates, apresentar propostas e votar; Solicitar, por escrito, esclarecimentos aos titulares dos postos consulares nos círculos eleitorais pelos quais foram eleitos; Reunir semestralmente com os titulares das missões diplomáticas e dos postos consulares; Reunir, pelo menos uma vez por ano, na Embaixada de Portugal, com os técnicos e diplomatas do Ministério dos Negócios Estrangeiros para troca de informações sobre questões de importância para o país e para as comunidades portuguesas em domínios como o ensino, temas sociais, economia, associativismo, cultura, entre outros; Solicitar, por escrito, através do membro do Governo responsável pelas áreas da emigração e das comunidades portuguesas, aos diversos serviços dependentes do Estado Português no estrangeiro, informações sobre questões relacionadas com as comunidades portuguesas e emigração.

 

O é que mais gosta de fazer como Conselheira?Image may contain: 1 person, standing

Ouvir e dar respostas à nossa comunidade. Quando não sei responder, procuro as entidades responsáveis tanto em Portugal como em Gales para nos esclarecer sobre os mais variados assuntos. Quando não existem os serviços, faço-os eu mesma. Ajudo na interpretação da língua em hospitais, centros de emprego, advogados, tribunais, polícia.. organizo eventos culturais, Workshops variados (saúde, artes, informativos) para todas as idades, aulas de português para as crianças e adultos (estrangeiros) Tento promover ao máximo a cultura e gastronomia dos países da diáspora portuguesa. Entre muitos outros..

 

Para além de Conselheira das Comunidades, quais são os projectos em que está envolvida de momento?

Sou também a fundadora e Directora da CLPW CIC- Comunidade da Língua Portuguesa de Wrexham- empresa de carisma social, sem fins lucrativos. Sou a coordenadora do Black History Month (Mês da História Negra) em todo o Norte de Gales e também trabalho para o Race Council Cymru (Conselho Racial de Gales) onde represento todas as minorias étnicas. Lidero as campanhas contra os crimes de ódio (hate crime) no Norte de Gales em colaboração com a Polícia, Câmara municipal de Wrexham e várias organizações. Sou activista social, ando constantemente em campanhas, sejam políticas (com o meu partido de Gales-Plaid Cymru ou ambientais, igualdade, violência doméstica, etc. gosto de ser dinâmica, Faz-me sentir útil. Todas as semanas tenho um ou mais projectos diferentes.

Quais são as suas expectativas para o Futuro em relação ao Brexit?

Se pudesse ter votado, seria para permanecer na união europeia, mesmo não podendo, participei em várias campanhas com os 'remain' durante o referendo. O brexit para mim, é um dos maiores erros da história. Quanto ao futuro, ninguém sabe, o que sabemos, é que não é fácil fazer planos, quando não há certezas nem garantias, e as informações que nos chegam, nunca respondem ao que queremos ouvir. Que tudo continuará como sempre foi. Dizem-nos para não fazer nada de momento.. eu não consigo não fazer nada. Ando sempre à procura de respostas. Tenho planeado alguns Workshops sobre o brexit, e mais alguns a caminho, consoante vão surgindo novas informações.