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Reino Unido regista maior perda de empregos desde 2009

No segundo trimestre o número de cidadãos britânicos desempregados foi de 220 mil. O ministro das finanças Rishi Sunak, revela que os números mostram que os programas de apoio do governo estão a funcionar, mas a perda de empregos é inevitável.

O Reino Unido registou a perda de 220 mil postos de trabalho no segundo trimestre do ano, a maior desde 2009. A razão deve-se à crise provocada pelo coronavírus que teve um grande impacto no mercado de trabalho, apesar das medidas de proteção de empregos do governo ainda em vigor, escreve a agência “Reuters” esta terça-feira, 11 de agosto.

Os dados fiscais para o mês de julho mostram que o número de funcionários nas folhas de pagamento das empresas caiu para os 730 mil desde março, o que faz prever alarme um aumento muito maior no desemprego, já que o Reino Unido deverá terminar o programa de retenção de empregos que protege os funcionários no final de outubro.

O ministro das finanças Rishi Sunak, revela que os números mostram que os programas de apoio do governo estão a funcionar, mas a perda de empregos é inevitável. “Sempre deixei claro que não podemos proteger todos os empregos, mas temos um plano claro para proteger, apoiar e criar empregos para garantir que ninguém fica sem esperança”, afirmou.

De forma inesperada para os analistas a taxa de desemprego manteve-se nos 3,9%, verificando-se um aumento de pessoas que desistiram de procurar trabalho e como tal não foram consideradas desempregadas, bem como de cidadãos que disseram estar a trabalhar, mas sem serem remuneradas.

Os economistas ouvidos pela “Reuters” esperavam que a taxa de desemprego subisse para os 4,2%, dado que na semana passada, o Banco da Inglaterra previu que a mesma atingiria os 7,5% no final deste ano.

Os salários caíram mais em mais de 10 anos no segundo trimestre, uma queda de 1,2%, no entanto, houve um pequeno aumento nas vagas de emprego no período em análise.

jornaleconomico.sapo.pt