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Reino Unido preocupado com risco de conflito acidental entre Irão e EUA

O Reino Unido está preocupado com o risco de um conflito “acidental” no Golfo, devido à tensão crescente entre os Estados Unidos e o Irão, alertou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, em Bruxelas.

“Estamos muito preocupados com o risco de um conflito acidental devido à escalada das tensões e vamos compartilhar essas preocupações com nossos parceiros europeus e Mike Pompeo”, disse Hunt à chegada a Bruxelas.

O ministro inglês está em Bruxelas para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (EU), para a qual Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, foi convidado.

“Devemos ter cuidado para não colocar o Irão de volta no caminho da nuclearização, porque se o Irão se tornar uma potência nuclear, os seus vizinhos provavelmente quererão tornar-se potências nucleares”, disse Hunt.

“Esta é a região mais instável do mundo e seria um grande passo na direcção errada”, alertou o ministro britânico.

Hunt disse que é preciso “um período de calma, para garantir que todos entendam o que o outro lado pensa”.

As tensões entre os Estados Unidos e o Irão aumentaram desde a semana passada.

Teerão anunciou a suspensão de alguns dos seus compromissos no âmbito do acordo nuclear, um ano após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter desistido deste acordo e imposto sanções aos iranianos.

O Plano Conjunto de Ação (ou Joint Comprehensive Plan of Action - JCPOA -, em inglês) é um acordo firmado a 14 de Julho de 2015 em Viena pelo Irão e pelos países com assento no Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, e que visa restringir a capacidade do Irão de desenvolver armas nucleares.

Teerão também lançou um ultimato aos europeus, ainda ligado ao acordo, dando-lhes dois meses para garantir a normalização dos sectores do petróleo e bancário do Irão, que sofrem com as sanções impostas pelos EUA.

Caso contrário, a República islâmica vai desistir de outras restrições impostas ao seu programa nuclear.

Os países europeus rejeitaram esse ultimato do Irão.

Washington acusa Teerão por sua participação no planeamento de um ataque “iminente” e decidiu enviar um navio de guerra e uma bateria de mísseis Patriot para o Golfo Pérsico, onde já estão um porta-aviões e bombardeiros B-52.

dnoticias.pt