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Emigrar para Inglaterra com filhos: 5 recomendações

 

 

A tarefa de emigrar, por si só, exige uma elevada capacidade de planeamento, organização e trabalho árduo. Com filhos, esses aspectos complicam-se, mas a verdade é que optar por deixar os filhos em Portugal muitas vezes não é uma opção – a ideia de os termos connosco, independentemente do que isso custará, elimina parte do sofrimento que se sente ao estar longe de casa.

 

 

 

 

 As crianças vão se adaptar?

O desejo de ter os filhos por perto, se concretizado, contribuirá para a sua estabilidade emocional e consequentemente para o seu sucesso profissional. Nada tema: em tenra idade, a capacidade de adaptação das crianças é muito superior à dos adultos.

Passos a dar:

 1. Encontrar casa

Faça-o idealmente antes de partir. Use a Internet para o fazer. Se conhecer algum emigrante português em Inglaterra, tente aconselhar-se com essa pessoa. Faça perguntas em relação a quem é emigrante e tenha filhos. A comunidade emigrante portuguesa em Inglaterra é coesa e vai ajudá-lo com toda a certeza.

 2. Encontrar Trabalho

Com filhos é fundamental que os dois elementos do casal estejam a trabalhar a tempo inteiro. Como as creches também são muito caras, poderá optar por contratar uma babysitter, até porque, neste momento, existe uma grande oferta de babysitters freelancers.

Outro cenário: muitas vezes as mães ficam em casa até que as crianças entrem para e pré-primária, aos 4 anos de idade. A partir dos 4 anos o ensino é gratuito, ate ao fim do secundário.

Antes de partir informe-se como fazer para:

  • Obter o seu National Insurance Number (o equivalente à Segurança Social e Portugal);
  • Criar uma conta bancária em Inglaterra;
  • Escolher a escola. A decisão pode não ser fácil, mas essencialmente deve seguir os mesmos princípios que adotaria no seu país de origem: a qualidade da escola, em termos de ensino, corpo docente ou infraestruturas, por exemplo.

 3. Precaver-se em termos de Segurança e Saúde

No que à saúde e à segurança diz respeito, pode (à partida) estar descansado. Em Inglaterra o sistema de saúde (ainda que descentralizado) garante cuidados de saúde permanentes e gratuitos. Quanto à segurança, deve ter os mesmos cuidados que teria cá!

 4. O Brexit

A partir de agora há que ter também em conta o advento do Brexit, que fez aumentar as dores de cabeça aos emigrantes, também no que toca à questão dos filhos. O abono de família atribuído aos filhos dos novos emigrantes passará a ser calculado em função do custo de vida e do valor da prestação social do país.

 5. Apoios disponíveis

O Consulado Português em Londres abriu um plano de apoio à comunidade portuguesa. É importante ter em conta que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia é um processo que irá decorrer nos próximos dois anos, através de um processo negocial entre as duas partes e ainda não existem quaisquer efeitos práticos no que toca à emigração.

Há que ter ainda em consideração que, com o Brexit, os ingleses aprovaram o corte dos apoios sociais aos emigrantes, logo deverá acautelar os seus direitos o mais cedo possível, caso esteja prestes a mudar-se.

 

Fonte:Ekonomista