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Guilherme Rosa

 

Rostos da comunidade é uma nova categoria da Porta Lusa, onde vamos dar destaque a todos aqueles que falam português no Reino Unido e que contribuem para a comunidade Portuguesa em diferentes áreas.

Nesta categoria, vamos dar destaque a todos aqueles que trocaram Portugal pelo o Reino unido em busca de uma vida melhor.

Estivemos á conversa com Guilherme Rosa que despensa qualquer tipo de apresentações.

Guilherme Falcão Rosa licenciado em Relações Internacionais, apesar de ter nascido em Luanda, viveu desde sempre em Tomar. Emigrou há 16 anos para a capital londrina, e é o único político português em Londres. Eleito vereador em 2014 no município londrino de Lambeth - onde um terço do eleitorado é português.

 

 

Onde nasceu? Nasci em Luanda, em 1973.

Ha quanto tempo vive no Reino Unido? Vivo desde Junho de 2002, cheguei na véspera da final do Mundial de Futebol.

O que levou a trocar Portugal pelo Reino Unido? Na falta de perspectivas profissionais (Tinha curso de Relações Internacionais), fui desafiado por um amigo a experimentar viver e procurar trabalho em Londres por um Verão, tal como tantos outros acabei por ficar.

Como é que surgiu esta oportunidade de ser Councillor? Como é que tudo começou? Era coordenador da secção local do PS, fazíamos campanha com o Labour, eles viram potencial em mim e pela necessidade estratégica de ter um Councillor Português, desafiaram-me a me candidatar, após alguma reflexão considerei ser um desafio enorme ser pioneiro nesta representação política.

O que mais gosta de fazer como Councillor?  Poder conhecer os meus Constituents (Eleitores) e constatar que veem dos mais diversos cantos do Mundo. E como ser Councillor do Mundo inteiro. Sempre gostei do contacto Humano, ja da anterior profissão (Bancário) este era a maior motivação.

Quais são as suas expectativas para o Futuro? Provavelmente ter uma vida mais calma, menos na ribalta e voltar a ter um emprego. Para a Comunidade local, tenho algum pessimismo de que a mesma se mantenha assim tão concentrada em Lambeth, creio que também irá evoluir e desenvolver as muito necessárias estruturas Comunitárias que ainda não existem.

Visto este ser o seu último ano como Councillor, que conselhos daria para o seu sucessor?
Procurar não tentar ir a todas e fazer um pouco de tudo, perceber que sózinho não se pode ter o impacto esperado, ser mais efectivo, razoável e conciliatório no contacto com os colegas com poder de decisão no intuito de defender a nossas causas, ser mais calmo metódico e organizado ao desenvolver o cargo.

Quais são as melhores memórias que vai guardar consigo enquanto Councillor?
De algumas pessoas acreditarem nas minhas ideias e na capacidade para agregar pessoas com as mesmas causas. Sou convicto na ideia que a força de uma sociedade e a mesma ser activa, coesa e se unir para resolver problemas não esperando que o Estado possa e queira fazer tudo.

Qual foi o projecto que mais gostou de estar envolvido? O Centro Comunitário no início do Mandato antes dos problemas de governação do projecto terem começado. Gostei muito de ter tentado desenvolver o projecto da Alliance Olive Tree, de trazer uma Oliveira com a mesma idade do tratado mais antigo do mundo como forma de homenagear o mesmo e a nossa presença em Lambeth (Onde não existe qualquer símbolo da nossa presença).

Visite a página do Guilherme Rosa para saber mais do seu trabalho aqui

Foto: Da Maia Nogueira