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Reino Unido: lojas alegadamente fur-free apanhadas a vender peles reais

Os resultados de testes à fibra dos produtos detetaram peles autênticas em itens como gorros, porta-chaves, cachecóis, casacos e sapatos de noiva, sendo encontrados vestígios de raposa, coelho, chinchila e vison.
 
As descobertas aconteceram no âmbito de uma investigação em curso do grupo de direitos dos animais Humane Society International (HSI) em parceria com a Sky News, que anteriormente resultou em críticas à marca Missguided pela utilização inadvertida de peles de gato como decoração de sapatos.
 
Um porta-voz da Boohoo disse à Sky News: “Estamos muito dececionados por, nesta ocasião, os nossos elevados padrões terem sido violados pelos fornecedores a quem esses itens foram adquiridos. Os produtos em questão foram imediatamente retirados de venda e a violação da política e os seus padrões está a ser investigada com urgência.”
 
Embora ao abrigo da legislação de proteção do consumidor as marcas sejam obrigadas a descrever os produtos de peles como contendo “partes não-têxteis de origem animal”, o HSI alega que as regras são fracamente aplicadas. “’Um erro inocente’ é considerado uma defesa válida, por isso os retalhistas raramente são processados”, afirmou a organização de proteção animal. A diretora executiva Claire Bass acrescentou: “A combinação entre marcas confiáveis, preços baixos e itens descritos como “faux” (falso) ou “100% acrílico”, significa que muitas pessoas ficarão justificadamente horrorizadas ao descobrir que compraram peles de animais inadvertidamente.”
 
A descoberta acontece num momento em que cresce a oposição ao uso de peles, com a Michael Kors, a Gucci, do grupo Kering, e o grupo de vestuário VF Corp, com sede nos Estados Unidos, a anunciarem os seus planos para deixarem de utilizar peles de animais.

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